Sexualidade

sexualidade1A sexualidade é um termo amplo e dificilmente se define de uma forma única. A noção de sexualidade está ligada a busca de prazer, a percepção de sensações obtidas através do contato físico com outras pessoas de sexo oposto ou do mesmo sexo, ou ainda através da auto-erotização.

Homossexualidade

A homossexualidade não é uma doença, perversão e nem uma opção. É uma descoberta. A pessoa descobre que sente atração por pessoas do mesmo sexo.

 Ouço falar em opção sexual. Ora, se alguém pudesse optar pelo direcionamento de sua sexualidade optaria por ser hétero, que é mais simples e aceito socialmente. A pessoa não escolhe nem opta por ser, e sim, descobre que é homossexual.

Sobre o que determina a homossexualidade há muitas controvérsias e discussões. Há quem explique baseado em fatores genéticos, psicológicos ou até mesmo sócio-culturais, mas nenhum deles dá conta de todas as expressões da homossexualidade.

Muitos pais buscam a ajuda de psicólogos como uma tentativa de “curar” o filho. A homossexualidade, como disse, não é uma doença, portanto se não é doença não há cura. O que há, através da psicoterapia, é a possibilidade de ajudar uma pessoa a se ajustar  sexualmente, seja ela hétero ou homo. Algumas vezes a família precisa de apoio psicológico para compreender, se adaptar e até mesmo ajudar o filho que se descobre homossexual.

Anorgasmia

É a falta de sensação de orgasmo. Geralmente é mais comum em mulheres do que em homens e as causas são várias. Para começar podemos pensar no aparelho sexual masculino e feminino: O primeiro é simples, todo externo – o segundo é interno, mais complexo. O homem geralmente só tem um tipo de orgasmo, a mulher pode ter vários. Enfim, a sexualidade feminina é mais, digamos, delicada, complexa e também historicamente mais reprimida, envolta em preconceitos. Muitos homens e mulheres  desconhecem as áreas mais sensíveis, mais propensas à excitação do corpo feminino – logo, conhecer o corpo feminino, tocá-lo buscando a excitação e a masturbação pode ajudar uma mulher a atingir o orgasmo. De outro lado, o diálogo entre os parceiros, a conversa franca e verdadeira sobre as insatisfações, falta de afinidade, desejos, preferências (por exemplo: posições sexuais, fantasias, ambiente, etc…)  podem ajudar. Há muitas mulheres anorgásticas, algumas declaradas, outras não. Algumas mulheres simulam, fingem ter orgasmo por medo de perder o parceiro ou para agradá-lo, mas de qualquer forma estas mulheres ficam prejudicadas em relação ao que poderiam desfrutar de prazer (nem todas as mulheres têm orgasmo, mas todas – salvo as com problemas ginecológicos que impeçam  – têm potencialmente esta possibilidade). As psicoterapias são indicadas, já que, segundo as pesquisas, em  quase cem por cento dos casos de anorgasmia a causa é psicológica.

Vaginismo

Espasmo dos músculos perineais, que impedem total ou parcialmente a penetração na vagina, impossibilitando ou dificultando o coito e o exame ginecológico.

O medo é a causa imediata do vaginismo e inúmeras são as condições que podem determinar o medo da penetração, tais como psicossociológicas, educação restritiva ou punitiva, experiências sexuais traumáticas, receio de gravidez, fobia de câncer, exames ginecológicos traumáticos e partos difíceis. O tratamento é psicoterápico e costuma ter alto índice de sucesso.

 Ejaculação Precoce

sexualidadeA ejaculação precoce ou prematura (EP) refere-se a expulsão do sêmen para fora do pênis mais rápido que o esperado. Não existe um tempo determinado que defina a EP, e sim uma percepção (da parceira) de que o tempo não foi suficiente para o seu prazer e um entendimento do ejaculador de que não houve controle da ejaculação. Às vezes o pênis nem chega a ter uma ereção de qualidade e a ejaculação acontece mediante um toque ou logo que ocorre a penetração, o que muitas vezes deixa a mulher frustrada e o homem culpado e ansioso.
Algumas doenças como a esclerose múltipla e a prostatite aguda, assim como alguns remédios para hipertensão e diabetes podem favorecer a EP, contudo raramente há um problema médico envolvido. As causas mais comuns geralmente envolvem “ansiedade de desempenho” frente à parceira; sensibilidade aumentada da glande peniana; inexperiência sexual; trauma no início da vida sexual; sentimentos negativos ou de culpa em relação à parceira.Não é raro que à EP se associe a Disfunção Erétil (dificuldade em obter ou manter a ereção que permita manter uma relação sexual). A EP tem bom índice de cura e o tratamento medicamentoso e/ou psicoterápico pode(m) ser indicado(s) quando esta dificuldade se manifesta em mais da metade dos encontros sexuais.