Transtorno de Pânico ou Síndrome de Pânico

panicoO Transtorno de Pânico se caracteriza por súbitos ataques de pânico ou períodos de intensa ansiedade. Os sintomas mais comuns são: medo intenso, taquicardia, falta de ar, tremores, “pressão ou dormência” na cabeça, sudorese, empalidecimento, sensação de perigo iminente como perda do controle ou equilíbrio, sendo comum a fantasia ou pensamento de que se vai sofrer um ataque cardíaco, um desmaio, enlouquecer ou até mesmo morrer.

Algumas pessoas relatam sentir uma “espécie de onda”, algo subjetivo e aterrorizante que percorre todo o corpo culminando com uma pressão na cabeça, desespero e sensação de perda de controle ou despersonalização.

A frequência das crises de pânico varia de pessoa para pessoa, assim como o tempo de duração das mesmas.

É comum que os portadores da doença tentem “escapar” da crise através de soluções particulares e variadas, tais como: buscar proteção ficando perto de alguém conhecido, ou até mesmo desconhecido; outros optam por ficarem quietos até a “crise passar”, alguns podem sair correndo sem direção.

O sofrimento psíquico é tão intenso que o indivíduo vítima dos ataques de pânico pode ficar com um resíduo importante de insegurança, mesmo depois da doença controlada. É como se a pessoa sentisse um “medo de ter medo”, ou seja, medo de vivenciar a qualquer momento o pânico outra vez, o que acaba gerando aquilo que chamamos de ansiedade antecipatória: É um estado de alerta. A pessoa fica “procurando” o sintoma em si mesma, como alguém que se defende tentando encontrar o medo antes que o medo a encontre – o que muitas vezes acelera a ansiedade, resultando em outro ataque de pânico.

As causas do T.P. envolvem pré-disposição genética, fatores ambientais como alto nível de produtividade exigido no trabalho ou aqueles decorrentes das exigências sociais nos grandes centros urbanos,  desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias neuroquímicas responsáveis pela comunicação entre os neurônios ou células do Sistema Nervoso), especialmente a serotonina e a noradrenalina. panico1

OBS.: Assim como a Depressão, o T.P. acomete mais mulheres do que homens, e , algumas pesquisas revelam que as pessoas que sofrem desse mal são, geralmente, auto-exigentes, perfeccionistas, preocupadas, confiáveis, rígidas com seus compromissos e reprimidas em relação a  desejos e sentimentos.

O tratamento é através de psicoterapia e, em alguns casos, usam-se também  antidepressivos (para restabelecer o equilíbrio na rede de neurotransmissores) e ansiolíticos.

É recomendável aos portadores de T.P tentarem manter suas atividades habituais, e que, através da psicoterapia aprendam a viver, principalmente, respeitando seus próprios limites.